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A “lei do preço fixo” precisa se encontrar com a campanha #LivroénaLivraria

4 de dezembro de 2018

A carta do editor Luiz Schwarcz provocou um verdadeiro rebuliço no mercado editorial. Não só porque ele é respeitado e soube dizer o que todos estavam precisando ler. Mais que isso: o mercado editorial estava, digamos, “acomodado”. O grande vilão, até o momento, era a Amazon e as vendas pela internet. Digo isso porque tenho certeza que, até hoje, nenhum site de livraria conseguiu ter lucro. Podem olhar os balanços.

Em outra ponta, com o Mondolivro.com.br, coloco no ar uma campanha de valorização das livrarias físicas: a #LivroénaLivraria. Vai ao ar uma série de posts celebrando o ambiente saudável de uma livraria. E esta frase traz consigo a importância de se comprar em livrarias.  A crise da Saraiva e Cultura colocaram o mercado editorial em uma encruzilhada. De um lado as concordatas; de outro, as lojas virtuais, que praticam uma espécie de dumping, vendendo livros com descontos aviltantes. E que acabam com as pequenas e médias livrarias.

Neste aspecto, todos deveria ser a favor da incompreendida “Lei do Preço Fixo”. O que ela pretende fazer é restringir a 10% o máximo de desconto dirigido as LANÇAMENTOS de livros no mercado editorial. Todos os demais títulos podem sofrer quaisquer percentual. O que acontece hoje é que os sites como a Amazon compram uma tiragem enorme dos livros novos e os vendem a preços imbatíveis, quase a preço de custo. Isso MATA as livrarias. Por que? Simples: o mercado vive de novidades. Aliás, QUALQUER mercado sobrevive das novidades.

A bem da verdade, a priori, nem seria necessária a elaboração de uma nova lei para isso. Valendo o bom senso, valendo o poder de convencimento e negociação das entidades patronais, como o SNEL e a CBL, deveria se estabelecer um acordo entre as partes. Simples: não pode dar desconto nos lançamentos. Ou, no máximo, 10%. Esta é a premissa básica da “Lei do Preço Fico” e que servirá para regular o mercado de livrarias. Sem isso feito, dificilmente qualquer iniciativa vai tirar o setor da crise. Por isso a importância das campanhas.

É hora, portanto, do público devolver ao nosso cotidiano uma tradição da nossa cultura: frequentar livrarias, comprar em livrarias, conversar com livreiro, o vendedor. Conhecer o mundo através do mundo que se abre aos nossos olhos dentro de uma livraria. Por isso e afinal, #LivroénaLivraria. Assimile este conceito.

Vamos lá? Neste Natal, só vale dar presente se for livro.

E comprado em livrarias, é claro. Afinal, #LivroénaLivraria