fbpx

À sombra da Garnier, renasce a Editora Itatiaia

30 de janeiro de 2019

Michel Chaplin

A Editora Itatiaia, de Belo Horizonte, vai voltar à ativa. Mas não parem por aqui, esta não é uma frase solta, nem tola. A Itatiaia tem o acervo da Livraria e Editora Garnier. E se é possível fazer um resumo do papel da Garnier na história do livro no Brasil só duas informações: foi a editora de Machado de Assis e influenciou tanto, mas tanto que, passados mais de cem anos, o formato francês de livro que eles adotaram se impôs, até hoje. Em 1934, Ferdinand Briguiet, comprou e abriu a Livraria Briguiet-Garnier. Na década de 50, foi propriedade da Difel e, em 1973, terminou nas mãos da  da Editora Itatiaia.

A Empresa, sob o comando de Pedro Paulo Moreira foi, sem dúvida, a mais importante editora da história de Minas Gerais. Publicou de tudo, nestas quase seis décadas de existência. Mas firmou-se pelos clássicos, em especial, Kafka, Tolstói, Miguel de Cervantes, Goethe, Flaubert e Victor Hugo; os escritores mineiros, como Ascendino Leite, Cyro dos Anjos e Agripa Vasconcelos e pela qualidade da literatura infantil, com coleções inteiras de Júlio Verne, Andersen, La Fontaine e irmãos Grimm.

Pedro Paulo orgulhava-se de ter publicado todos os livros de Machado de Assis e ter ido de um ponto a outro em matéria de sucessos e fracassos. Certa vez teve que fretar um avião do Rio para BH, trazendo 20 mil exemplares de “Doutor Jivago”, de Boris Pasternak que, segundo ele, vendeu tudo em um só dia. O contrário também aconteceu: ele publicou 10 mil exemplares do livro do filho de Charles Chaplin, Michel, com o título “Nunca Fumei Maconha no Jardim de Meu Pai”. Não vendeu um único exemplar. Mas o faro de extraordinário editor de Moreira o levou a outras áreas do conhecimento, como  Zootecnia, Etnografia e Zoologia, e ainda vários dicionários que alcançaram imenso êxito de venda. Além dos viajantes, como Spix e Martius.

A Livraria Leitura, à frente os irmãos Henrique e Marcus Telles, comprou dos herdeiros de Pedro Paulo todo o acervo e um estoque estimado em um milhão de livros. A ideia é vender o que for aproveitável deste montante e relançar os mais importantes devagar, na ordem de 2 por mês.

E pensar que eu, há 25 anos, sentei com o Pedro Paulo, a pedido de uma das maiores casas editoriais do País, com uma gorda proposta de compra no bolso. Olhou o preço, assustador, para a época, e declinou, como se nada tivesse visto.

  =============       x        ================

Abaixo, a história da Editora Itatiaia, extraída do trabalho “Editoras Mineiras - Um Panorama Histórico”, organizado por Sonia Queiroz e Juliane Matarelli, para a FALE/2011. Colaboraram Aline Correa dos Santos, Anne Karoline Arantes Gonçalves, Elaine de Cássia Amaral Silva, Emanoela Cristina Lima,  Paulo Henrique Alves e Rosiley Ferreira.

Editora Itatiaia: a velha guarda da edição nacional

A história da edição em Minas Gerais, e mesmo da edição brasileira, é fortemente marcada pela presença da Editora Itatiaia. É fato que Rio de Janeiro e São Paulo são os centros da edição no Brasil, mas a capital mineira, desde a década de 50, vem projetando cada vez mais sua importância no espaço editorial nacional. A Editora Itatiaia é a mais antiga e a mais conhecida editora de Belo Horizonte, conforme destaca O livro no Brasil.1 Sua importância, porém, não reside apenas nesse fato, mas também em seu vasto e importante acervo de publicações. O que vamos relatar é um pouco da história da editora, resgatada através de entrevista concedida por Pedro Paulo Moreira, editor da Itatiaia, que, em uma conversa descontraída, nos contou parte de sua história junto à editora, relatando-nos o surgimento da mesma, seu processo de edição, os títulos publicados, aspectos que firmaram a Itatiaia como um dos marcos mais importantes na trajetória da edição em Minas Gerais.2 Ressaltamos também a imensa contribuição do ilustrador Cláudio Martins, que, em um segundo momento, foi entrevistado e nos forneceu importantes informações sobre a Itatiaia. No decorrer da entrevista, Pedro Paulo nos convidou a caminhar pela Editora Itatiaia, um prédio antigo, localizado no bairro Floresta, na cidade “O livro no Brasil: sua história”, p. 526.

Pouco tempo depois da entrevista, o editor Pedro Paulo Moreira veio a falecer. Prestamos aqui a nossa homenagem a esse grande homem que tanto contribuiu para a cultura do país, não deixando nunca que as dificuldades o abatessem. Oferecemos também nossas sinceras condolências aos familiares do editor e agradecemos imensamente a oportunidade que tivemos de conhecer o funcionamento da editora Itatiaia. Editora Itatiaia: a velha guarda da edição nacional Aline Correa dos Santos Anne Karoline Arantes Gonçalves Elaine de Cássia Amaral Silva Emanoela Cristina Lima Paulo Henrique Alves Rosiley Ferreira 40 Editoras Mineiras de Belo Horizonte. A editora tem um ambiente extremamente familiar, o editor trabalha com a esposa e filhos, que, junto com mais algumas poucas pessoas, compõem a equipe de profissionais da editora. Nesse trajeto, visitamos inclusive a sala onde fica a senhora Leny Moreira, esposa do editor, com quem tivemos a oportunidade de conversar, e, apesar do curto espaço de tempo, acrescentou importantes detalhes sobre a editora, sobretudo a respeito do processo de revisão, área pela qual ela é responsável.

A partir desses relatos, fizemos um apanhado dos dados para fazer um panorama da história da Editora Itatiaia, que com sua estrutura simples, conquistou seu espaço entre as mais importantes editoras brasileiras. A editora e seu editor: a história da Editora Itatiaia A carreira do editor Pedro Paulo iniciou-se na Livraria Cultura Brasileira e posteriormente na Editora José Olympio, onde aprendeu diversos segredos da profissão. Pedro Paulo relata que ficou triste quando soube de sua demissão da José Olympio e ao confidenciar a angústia que sentiu à sua mãe, recebeu dela o seguinte conselho: “Você já sabe editar, pode atuar por conta própria e criar sua própria editora, antes ser cabeça de alfinete que rabo de elefante.” O editor, então, resolveu seguir o conselho de sua mãe. Em 1954, Pedro Paulo, juntamente com seu irmão Edson Moreira, fundou, em Belo Horizonte, a Livraria Itatiaia Editora. O primeiro livro editado foi Verdades indiscretas, de Antônio Torres, porém, o primeiro grande sucesso de vendas foi o romance Na família do bairro chinês, de Lin-Yutang. De acordo com a obra O livro no Brasil, em 1959 a editora iniciou a Coleção Buriti, que apresenta títulos de literatura brasileira, como: Guerra do Juquinha e outras guerras, de Manuel de Jesus Lima, e Viúva Branca, de Ascendino Leite.

Em 1973 foi iniciada a maior coleção da Editora Itatiaia, a Reconquista do Brasil, que é também a grande paixão de Pedro Paulo: “Ela é mais conhecida no exterior do que no Brasil”, disse o editor, que, empregando seu bom humor, ainda comentou: “Minas só é solidária no câncer.” Mesmo no Brasil, suas publicações são mais conhecidas e consumidas fora de Minas Gerais, e o editor completa seu comentário utilizando-se do famoso dito popular: “Santo de casa não faz milagre.” Editora Itatiaia: a velha guarda da edição nacional. A ideia da coleção Reconquista do Brasil partiu do próprio editor, que convidou algumas pessoas de renome para dirigir o projeto. A coleção, que começou acanhada, atualmente tem mais de duzentos títulos publicados. Ela está em sua terceira série e uma de suas características é conservar as obras como nos originais. Pedro Paulo exemplifica, citando uma obra de Debret, que conserva as mesmas gravuras e praticamente o mesmo formato do original.

No decorrer dos anos, Pedro Paulo comprou outras editoras, entre essas, destaca-se a Garnier, selo que conserva até hoje. O editor nos mostrou documentos antigos desta editora, que estão juntos de outros que ele guarda com orgulho e cuidado: “Tenho muitos documentos da Garnier. O seu antigo dono suicidou-se, e, como a mulher dele precisava do prédio limpo, levou para mim os arquivos dizendo que era papelada velha, mas, caso eu me interessasse por algo, que ficasse à vontade para pegar. Foi no meio dessa ‘papelada velha’ que encontrei um contrato da editora firmado com Machado de Assis. O livro a ser publicado chamava-se “O Último”, era para ter sido o último livro de Machado, o que fui saber depois, mas, com a desistência do escritor de se aposentar, o livro passou a se chamar Esaú e Jacó, e depois dele vieram outros como o Memorial de Aires”, relatou Pedro Paulo. O editor relatou, também, seu encontro com um descendente da família Garnier que veio da França, em visita ao Brasil, e que decidiu conhecer a filial Garnier no país, na época já pertencente a Pedro Paulo. Verificando o cátalogo da editora, o visitante, de forma inesperada, disse a Pedro Paulo que sentia pena do editor. Intrigado, Pedro Paulo quis saber o motivo, e a resposta foi que a sua editora publicava, até então, apenas livros de autores vivos, e esses (os autores) são os que mais “incomodam”. Levando o comentário na esportiva, mas refletindo a respeito, Pedro Paulo, com sua visão empreendedora, começou a pensar na possibilidade de publicar livros clássicos. Fez o teste, e como obteve um resultado satisfatório, o editor passou a reeditar também muitas obras clássicas. As obras que se destacam nesse caso são: A divina comédia, de Dante, Dom Quixote, de Cervantes, Fausto, de Goethe, Guerra e Paz, de Tolstói.

Pedro Paulo ressalta que o único best-seller que publicou até hoje foi Dr. Jivago, cujo sucesso foi estrondoso. Na época, para que o livro 42 Editoras Mineiras chegasse antes do Natal, ele precisou fretar um avião para trazer vinte mil exemplares, que foram vendidos em um só dia em Belo Horizonte, o que, de acordo com o editor, é uma coisa fora do normal. A partir da década de 90, Pedro Paulo começou a trabalhar fortemente com a literatura infantil, e hoje a editora possui uma grande quantidade de títulos dedicados ao público infantil, a maioria deles, publicados pelo selo Vila Rica. Outro grande orgulho de Pedro Paulo é ter reeditado quase todas as obras de Machado de Assis, trabalho de restauração ao qual se dedica há muito tempo. No momento, a editora está envolvida com a edição de Contos Completos, para comemorar o centenário da morte do autor: “Agora nós estamos cuidando do Machado e vamos publicar seus contos completos, que incluem até mesmo os que foram descobertos há pouco tempo.” Pedro Paulo comprou acervos de outras editoras, dentre elas estão as editoras Jacson e a Martins. Um grande marco foi o lançamento do selo Vila Rica, no qual destacam-se a Biblioteca de Ouro – contos clássicos, a Coleção Estrelinha e a Coleção Primavera.

Além dos clássicos da literatura mundial e de suas variadas coleções, a Itatiaia também possui títulos em diversas outras áreas do conhecimento, como a Zootecnia, Etnografia e Zoologia, e ainda vários dicionários. A editora não parou de crescer e hoje fornece títulos para livrarias e solicitantes diversos em todo o Brasil, sucesso obtido, em grande parte, pela qualidade das obras publicadas e pelo comprometimento da editora com a difusão da cultura em nosso país. Estrutura e procedimentos editoriais Uma característica peculiar da Editora Itatiaia é sua estruturação familiar. Possui uma pequena equipe editorial formada por duas profissionais encarregadas da diagramação, a esposa de Pedro, Leny Moreira, responsável pela revisão de texto, e mais alguns outros colaboradores. Na breve conversa com a senhora Leny, ela nos relatou a importância do trabalho de revisão, o qual está sob sua responsabilidade há muitos anos; relata que já tentaram terceirizar, mas não conseguiram encontrar uma pessoa que fizesse o trabalho de maneira satisfatória. A senhora Leny ressalta o quanto é árduo o trabalho com a revisão: “A gente capricha, capricha e Editora Itatiaia: a velha guarda da edição nacional 43 ainda escapa algum coisa, é um trabalho difícil e ingrato.” Mas ela gosta do que faz: “Mas é prazeroso!”, completa. A revisora comenta ainda que o computador facilitou muito, porém ainda prefere fazer as correções no impresso, já que a tela do computador cansa sua vista. Cláudio Martins, em sua entrevista, ressalta que a Editora Itatiaia apresenta uma estrutura nos moldes da velha guarda editorial brasileira. Segundo ele, a Itatiaia apresentava um perfil semelhante ao da José Olympio e da Civilização Brasileira, e ainda comenta: “Pedro edita pelo gosto, um editor de faro para coisa boa [...] Hoje, as editoras se preocupam com grandes adiantamentos para publicar um livro, tudo muito mercantilizado.

A Itatiaia conserva velhos moldes, o que é muito salutar e interessante.” A Editora Itatiaia apresenta também em seu catálogo um vasto número de traduções. O trabalho de tradução é feito por vários tradutores do Rio de Janeiro e São Paulo. Pedro Paulo dá um destaque especial ao trabalho de Eugênio Amaro, da capital mineira, a quem o editor se refere como um dos grandes tradutores da atualidade. Quase todos os procedimentos de editoração são realizados na própria Itatiaia. Além de toda a parte de texto, a encadernação e o acabamento também são realizados na editora. Como ressalta a obra O livro no Brasil, a Itatiaia destaca-se pela preocupação com o aspecto estético da produção de livros. Há, também, serviços terceirizados, dentre eles, a impressão, que é entregue aos cuidados de uma gráfica. Grande parte das ilustrações da Itatiaia, sobretudo as capas da coleção Reconquista do Brasil e as obras infantis, foram feitas por Cláudio Martins. Sua primeira ilustração para a Itatiaia foi a do livro Tal dia é o batizado, de Gilberto de Alencar. Na entrevista, o ilustrador alega que Pedro Paulo lhe dava total e absoluta liberdade, o que é muito importante em qualquer área, principalmente nas áreas ditas criativas. Para Cláudio Martins, o livro é um produto industrial que precisa ter um tripé formado por autor, editor e ilustrador, estrutura que vale, principalmente, para o livro infantil: “Tem-se o editor, o autor e o ilustrador, precisa-se que seja um vaso comunicante, liberdade total, discussão total e o máximo de integração entre os três”, comenta o ilustrador. Cláudio Martins relatou-nos uma experiência engraçada vivida na Itatiaia; ele ilustrou a capa do livro Vida no Brasil com vários bichos. No 44 Editoras Mineiras final, percebeu que não havia feito nenhum macaco, resolveu desenhar um, treinou bastante e, quando foi colocar o desenho na capa, escolheu um macaco verde. Quando mostrou a Pedro Paulo, o editor se surpreendeu e comentou: “O único livro que fala do exército brasileiro, você me coloca um macaco verde na capa?” Fato esse ocorrido em plena ditadura militar.

Segundo Cláudio Martins, a ilustração é impressa a quatro cores que são: preto, amarelo, azul e magenta. Com a mistura delas faz-se todas as cores de um trabalho impresso. No começo, porém, ele não sabia o que era a expressão “quatro cores”, e quando Pedro Paulo informava a ele que a capa era a quatro cores, ele fazia um desenho com apenas quatro cores. Cláudio Martins afirma que na linha editorial da Itatiaia há muitas tendências, e que Pedro Paulo é um sujeito extremamente esperto em termos editoriais e empresariais: “Ele escolhe um título, percebe que pode dar certo, edita, e geralmente não erra”, comenta Cláudio. Segundo o mesmo, a Editora Itatiaia possui um “carro-chefe” que são os livros clássicos, muitas vezes utilizados em vestibular. Tal estratégia possibilita a Pedro Paulo se aventurar em áreas um pouco inseguras, o que permite também que o editor fique livre para publicar aquilo que quer, seu critério de escolha parte do seu gosto. O ilustrador ressalta também o bom gosto de Pedro Paulo e elogia seu modo de editar. Quando questionado sobre a revolução dos meios eletrônicos, Pedro Paulo nos diz: “Vim da idade da pedra, do tipo móvel, da linotipo, agora é a vez da informática. Apenas duas moças cuidam disso, elas trabalham melhor que eu [...] Num chipizinho desse tamanho aqui oh, cabe uma biblioteca inteira e com precisão.”

Pedro Paulo ainda comentou que o livro perdeu leitores por causa da televisão, e ainda comentou: “Tem esses jornais todos na televisão, assim como tiram o meu tempo de ler, ocupam muito o tempo das pessoas que poderiam estar lendo um livro.” Segundo Pedro Paulo, a literatura atual passa por um momento de efemeridade, “o sucesso dos livros considerados best sellers passa rapidamente, cedendo lugar a outros”. O editor precisa fazer constantes apostas. Ele diz que muitas vezes aceita publicar um livro pensando que vai ter boa saída e o livro não vende. Mas o contrário também acontece. O editor ressalta que o importante é acreditar, e ainda brinca: “Eu sempre Editora Itatiaia: a velha guarda da edição nacional 45 costumo falar que quanto mais a gente está no ramo, menos a gente entende. Acho que para ser editor tem que se ter a volúpia de um jogador e a paciência de um pescador.” Quando ele decidiu publicar o Dicionário Latino-Português, de Santos Saraiva, sua mulher lhe disse que a obra não ia vender, mas, mesmo assim, ele arriscou, disse que se conseguisse vender pelo menos 600 exemplares, conseguiria cobrir a edição. O livro teve excelente saída, é atualmente um dos carros-chefe da editora, juntamente com outros dicionários.

Em um outro momento, apostou na publicação de um livro do filho de Charles Chaplin: Nunca fumei maconha no jardim de meu pai, com bastante empolgação, o editor nos relatou: “Eu fiz dez mil exemplares e eu devo estar aí com dez mil novecentos e noventa exemplares. Cresceu! Esse foi um dos fracassos.” Mas apesar do livro não ter vendido, Pedro Paulo nos conta que essa foi uma das obras que ele mais gostou de ter publicado: “e fazer livros é sempre útil”, lembra o editor. Encontramos na Itatiaia a publicação de vários livros e coleções que estão presentes na vida de muitos brasileiros. Tudo feito com o maior capricho, afinal, uma das marcas da editora é a sua grande preocupação com a estética do livro. Ter gosto pelo trabalho é a melhor forma de fazêlo bem, e, com este trabalho, percebemos que Pedro Paulo deposita suas forças na editora por amor (um trabalho “lúdico”, nas palavras do editor) que, aliado a sua dedicação e visão empreendedora, fez com que a Itatiaia conseguisse se manter forte no mercado até os dias atuais, demonstrando pleno vigor e a disposição de um adolescente (a editora tem hoje 54 anos), mas com o peso da experiência nas costas que lhe dá respaldo e aponta para sua seriedade e compromisso com a disseminação da cultura para pessoas de todas as idades.