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Alberto Villas e as frases que não serão mais ditas

3 de abril de 2020

 

Sexta-feira de confinamento, dia de se divertir um pouco com a crônica do jornalista e escritor Alberto Villas (autor de “O Mundo Acabou”, entre outros). Ele relaciona as frase que não usaremos tão cedo ou… talvez nunca mais… De quebra, dá o seu recado no final do podcast.

 

Ouçam o Mondolivro, com Afonso Borges, da Rádio BandNews Belo Horizonte, teclando nas seguintes plataformas:

 

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E aqui, com a permissão do Villas, a coluna publicada na “Carta Capital”.

 

Frases corriqueiras de um mundo que, parece, não existirá nunca mais

Alô! Onde você está?
Sabe onde a gente podia almoçar amanhã?
Estou no engarrafamento, amor.
Atende lá a campainha!
Está chegando?
Já estou no café.
Está tudo parado aqui.
A gente podia se ver nesse final de semana.
Você pega as crianças na escola?
A senhora poderia marcar uma consulta pra terça?
Não posso, hoje vou no jogo do Corinthians.
Eu passo aí, te pego e a gente vai junto.
Você passa no supermercado e compra um vinho?
Quando sair daí você me avisa?
Vou te esperar na calçada.
Dá licença que eu vou descer no próximo ponto.
Então vem pra cá!
Tem alguém sentado nessa cadeira?
Comprei ingresso pro show do Ney.
Sabe quem eu vi na rua?
Topa almoçar juntos hoje?
Hoje tem manifestação na Paulista.
Viu que recapearam a Rua Aurélia?
Nossa! o Parque Villa-Lobos tá muito cheio.
Depois te ligo, estou no cinema.
Põe no Waze.
O senhor sabe onde fica a Rua Marco Aurélio?
Senhores passageiros, dentro de alguns minutos pousaremos no aeroporto de Santos Dummont.
A gente vai fazer um churrasco no sítio esse fim de semana.
Cuidado, não atravesse! O sinal tá vermelho.
Viu que caiu uma árvore ali?
Põe o boné porque o sol está muito forte.
Cuidado com o buraco!
Tinha muito tempo que eu não vinha no centro.
Xi, eu não trouxe guarda-chuva.
Vamos marcar uma reunião?
Bom que amanhã tem feira.
Onde é a fila de prioritário?
Assim você vai acabar indo pro olho da rua!
Então a gente se vê amanhã.
Chegamos!
Térreo!