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Respeitáááááável PÚBLICO! Um minuto de silêncio. Morreu o Palhaço Picolino.

11 de dezembro de 2018

Faleceu dia 11 de dezembro, em São Paulo, Roger Avanzi, o Palhaço Picolino, com 96 anos, de causas naturais. Mas… onde estão todos? O Prefeito, o Governador, o Presidente da República? Onde estão os artistas, o povo da Cultura e o respeitável público? Bandeira a meio pau deveria ser decretada em todo País. Está em luto a alegria nos palcos brasileiros. Em silêncio, e também em luto, todas as crianças que um dia fomos.

“Eu comecei a trabalhar nove meses antes de nascer, na barriga da minha mãe”, brincava Roger, que encerra a dinastia dos Picolino’s. Seu pai, Nerino Avanzi, o primeiro Picolino, armou o “Circo Nerino” em 1917 e encerro as suas atividades em 1964. Mas Roger continuou sua trajetória, contada em livro “Brasil – O Circo Nerino”, no qual relata, entre muitas histórias, a cobertura do antropólogo Pierre Verger, que registrou, em fotografias para a revista “O Cruzeiro”, toda uma temporada. Avanzi fez de tudo: no palco, acrobata, jóquei, músico, cantor, ator e equilibrista; depois, ensinou na Academia Piolin, inspirou a criação de outros grupos, trabalhou em cinema e televisão; como ator, participou do espetáculo “Jardim das Cerejeiras”, com com direção de Élcio Nogueira e Tônica Carreiro e Renato Borghi no elenco.

Todos deveríamos mandar ao universo uma salva de palmas ao Palhaço Picolino, que descansa  no Cemitério São Paulo. Um estridente e sonoro apupo, para ser ouvido longe, no lugar onde os ídolos de barro descansam. O lugar, na eternidade, reservados aos artistas anônimos. O lugar onde a velhice, que os condena ao martírio e pobreza, não frequenta. Um lugar onde todos são sempre lembrados. Eternamente lembrados, e ovacionados, todas as noites.

Folha de SP: http://bit.ly/2GaDF0Z