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Campanha #DoeSangueLeiaLivros é o assunto na Rádio BandNewsBH

24 de novembro de 2018

A campanha por ocasião da #SemanadoDoadordeSangue foi o assunto da coluna Mondolivro, na Rádio BandNewsBH, com Afonso Borges. Teclem AQUI para ouvir.

E a dica de hoje foi um livro que ainda não foi publicado: “Bestiário das Criaturas”, de Ricardo Valadares Gontijo Valle, de apenas 10 anos. Um fenômeno. Aguardem.

Este ano, o 25 de novembro, Dia Internacional do Doador de Sangue caiu no domingo. Então, inventei a “Semana do Doador de Sangue”, que vai durar de 26, segunda-feira, a 30, sexta-feira. A ideia é muito simples: transformar, durante esta semana, o local da doação em um ambiente de leitura. O voluntário pode levar um livro para ler durante a doação ou deixar um livro para outra pessoa ler.  No local será instalada uma pequena biblioteca, caso o doador queira ler. Pode também levar um livro por empréstimo e devolver na próxima doação, o que incentiva a regularidade no ato.  É uma atitude voluntária, como a própria doação. A coleta dura 15 minutos, aproximadamente. Pelas minhas contas, é possível ler umas dez páginas, ou seja, a pessoa já sai dali ligada na livro. Acredito ser esta uma campanha inédita no País.

 

Todos convidados! Vamos doar e ler?  Esta é uma iniciativa de incentivo ao hábito da leitura do Sempre um Papo e da Rede Mater Dei de Saúde. O Banco de Sangue do Hospital Mater Dei fica na Vita Hemoterapia, à Rua Juiz de Fora, 861, no Barro Preto, e atende de 7h30 às 16h. Info: 3335-6600.

 

A campanha já começou! Vejam as fotos!

 

Anexo a este texto dois informes, escritos por Juliana Xavier, do IFF/Fiocruz: esclarecimentos acerca da doação e pré-requisitos e condições para saber se você pode ou não pode doar, e como.

 

Começo pelo óbvio: quem NÃO pode doar:

Quem teve diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade;

Mulheres grávidas ou que estejam amamentando;

Pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas;

Usuários de drogas;

Aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos;

Pessoas que fizeram cirurgias, com prazos de impedimentos:

Extração dentária: 72 horas;

Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: três meses;

Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, poli traumatismos sem sequelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses;

Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação;

Transfusão de sangue: 1 ano;

Tatuagem: 1 ano;

Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina.

PARA FAZER A DOAÇÃO É NECESSÁRIO

Levar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);

Estar bem de saúde;

Ter entre 16 (dos 16 até 18 anos incompletos, apenas com consentimento formal dos responsáveis) e 69 anos, 11 meses e 29 dias;

Pesar mais de 50 Kg;

Não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.

Recomendações para o dia da doação

Nunca vá doar sangue em jejum;

Fazer um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação;

Não tomar bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores;

Não fumar por pelo menos 2 horas antes da doação;

Não comer alimentos gordurosos nas 3 horas antes da doação;

As pessoas que exercem profissões como: piloto de avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, sobem em andaimes e praticam paraquedismo ou mergulho, devem interromper estas atividades por 12 horas antes da doação.

INTERVALOS PARA DOAÇÃO:

Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)

Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)

Cuidados pós-doação

Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas;

Aumentar a ingestão de líquidos;

Não fumar por cerca de 2 horas;

Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas;

Manter o curativo no local da punção por pelo menos de quatro horas;

Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho.

MITOS E VERDADES SOBRE A DOAÇÃO DE SANGUE

Para reforçar a importância da doação de sangue, sensibilizar novos doadores e fidelizar os que já existem, o dia 25 de novembro é considerado o dia internacional do doador de sangue. O sangue funciona como um transportador de substâncias de extrema importância para o funcionamento do corpo e não pode ser substituído por nenhum outro líquido. Por este motivo a doação é tão importante.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o percentual ideal de doadores para um país esteja entre 3,5% e 5% de sua população. No Brasil, esse número é preocupante, pois não chega a 2%. Esta quantidade, ainda sofre uma queda alarmante durante os feriados e as férias, períodos em quem os hemocentros operam com menos que o mínimo necessário. “O baixo estoque impacta diretamente a quantidade de procedimentos realizados, com suspensão de cirurgias e transplantes, afetando, também, a qualidade do atendimento dos pacientes com distúrbios hematológicos, crônicos e agudos. Atualmente, para conseguir atender ao número de hemorragias nas vítimas de violência é necessário um aumento significativo de doadores de sangue”, explicou, a coordenadora de Hemoterapia do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Maria Cristina Pessoa dos Santos.

Com o objetivo de estimular a doação de sangue Maria Cristina Pessoa dos Santos, esclarece os principais mitos em torno da doação de sangue.

1.    Quem doa sangue uma vez tem que continuar doando pelo resto da vida?

Não. A doação de sangue não é vitalícia. O doador tem total liberdade para decidir quando e se tem interesse em doar.

2.    A doação “engrossa” o sangue, entupindo as veias?

Não. A doação de sangue não causa nenhum prejuízo à saúde do doador.

3.    A doação faz o sangue “afinar”, “virar água”, provocando anemia?

Não. O candidato a doação de sangue é avaliado antes de doar, com exames de sangue e avaliação clínica, para evitar que a doação cause algum mal ao doador. Aqueles com taxas baixas de hematócrito são impedidos de doar.

4.    Doar sangue engorda ou emagrece?

Não. A doação de sangue não é capaz de influenciar no peso do doador.

5.    Mulheres menstruadas não podem doar sangue?

Podem sim, se os valores do exame de sangue (hematócrito) não indicarem risco de anemia.

6.    “Posso ficar sem sangue suficiente”?

Não. Em cada doação, são coletados no máximo 450 ml de sangue, o que é menos do que 10% do volume sanguíneo total de um adulto, por esse motivo só é permitida a doação por pessoas acima de 50 kg. A quantidade é calculada conforme o peso do doador.

7.    Os doadores correm risco de contaminação?

Não. Todo material só é utilizado uma vez, é descartável.

8.    Como é realizada a doação de sangue?

A doação segue os seguintes passos:

1 – Cadastro: O doador, portando um documento oficial com foto, é cadastrado e recebe um questionário para ser respondido. Esse questionário tem o objetivo de avaliar se há alguma situação ou doença que impeça a doação de sangue, portanto as respostas devem ser sinceras e qualquer dúvida deve ser esclarecida na próxima etapa – a triagem clínica.

2- Triagem clínica: O doador é entrevistado e examinado por profissional de saúde, em local que garanta a privacidade e o sigilo das informações. Esse profissional verifica as respostas do questionário e avalia pessoas com alto risco de transmitir doenças pelo sangue. O doador deve ser consciente de que as suas respostas são muito importantes para garantir a sua integridade física, bem como a de quem vai receber o seu sangue. A segurança do paciente que recebe transfusão começa com o doador.

3- Coleta de sangue: A coleta de sangue dura no máximo 10 minutos. Todo o material utilizado é estéril e descartável. Não há risco de contrair doenças doando sangue.

4- Lanche – Após a doação o doador recebe um lanche e informações sobre os cuidados básicos que devem ser tomados após a coleta do sangue.

9.    Quanto tempo demora para o organismo repor os níveis anteriores à doação?

A reposição do volume de plasma ocorre em 24 horas e a dos glóbulos vermelhos em 4 semanas. Entretanto, para o organismo atingir o mesmo nível de estoque de ferro que apresentava antes da doação, são necessárias 8 semanas para os homens e 12 semanas para as mulheres. Esses são os intervalos mínimos entre as duas doações de sangue.

Há critérios que permitem ou que impedem a doação de sangue, eles são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue, clique aqui para saber quais são.

(Afonso Borges)

PS – A ilustração foi gentilmente cedida por Andréa Machado Borges