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E assim o Brasil descobriu os nova-feirenses

19 de novembro de 2018

O povo ali nascido tem o gentilício de nova-feirense. Município novo, fundado agora, em novembro de 1994. Tem história bonita, contada e recontada por todos os cantos do Maranhão. Um coronel tinha uma feira, mas só entrava quem ele deixasse. Outro Coronel ofendeu-se, comprou a terra do lado, fez uma feira igual e disse que ali qualquer um entrava. Por isso Feira Nova do Maranhão. No meio do nada, no meio de tudo: em um círculo, 800 quilômetros de Sao Luiz, Belém, Palmas, Teresina. Perto mesmo de Balsas, um pouco acima, Imperatriz.

 

De diferente, nada do resto do sertão maranhense – censo de 2010 dava 8.120 pessoas; IDM-M baixíssimo, 0,5; católicos, uns 6.400, evangélicos, 1.500; quase 6.000 alfabetizados; renda mensal per capita, R$ 93,00 na zona rural; na área urbana, R$ 288,00 por mês.

 

Mas ali morava a senhora Antônia Conceição da Silva, que completara 106 anos no mês passado. Os policiais deram falta de R$ 30,00 quando encontraram o seu corpo, com sinais de estrangulamento e espancamento, a pauladas. O ladrão entrou pelo telhado, tinha um buraco. Deixou sinais de pegadas na parede, por onde fugiu.

 

Assim, o Brasil descobriu Feira Nova do Maranhão, onde um nova-feirense praticou um latrocínio, assassinando a pauladas uma senhora de 106 anos. Esta que sorri, na foto.  A investigação deve ser conduzida pela Delegacia Municipal de Riachão, onde o inquérito tramitará neste primeiro momento, como encerra a nota da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.