fbpx

Lei Rouanet: Confesso que Perdemos. Só que não.

30 de dezembro de 2018

Finalmente, um título que vai atrair pessoas que são contra a Lei Rouanet. Se você, caro leitor, é um destes, não precisa passar desta linha. Esta é um texto a favor da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Confesso que perdemos a guerra relacionada ao nome. Estas duas palavras “Lei Rouanet” trazem às pessoas o pior do vernáculo. É incrível a incapacidade de compreensão, da má vontade, da manipulação, da distorção, da empulhação, da mentira, da enganação.

 

Há anos tentamos explicar, com cuidado, interesse e inteligência, os mecanismos da Lei de Incentivo. Não é difícil compreender. Mas por trás de tudo isso, um verdadeiro exército capaz de dizer as maiores barbaridades, asneiras e inverdades sobre qualquer um. O caso da Dona Fernanda Montenegro fez desaguar uma sequência inacreditável de barbaridades, palavrões e xingamentos que custamos a acreditar ser derivados de um ser humano. Por isso, confesso que perdemos.

 

Mas perdemos esta guerra associada às palavras “Lei Rouanet”. E só.

 

A força da Economia Criativa da Cultura está aí para mudar corações e mentes. A força do que se produz no âmbito da Cultura, estendida às áreas de Patrimônio Histórico, Turismo e Meio Ambiente é incontestável. Vou além: a única solução para a economia brasileira, a médio e longo prazo, é juntar estes quatro setores, a exemplo de cidades com Barcelona, Paris, Roma, Atenas e Lisboa. Todos têm o Turismo estruturado na valorização do Patrimônio Histórico, museus e atividades culturais.

 

Só para vocês terem um ideia: a Economia Criativa da Cultura devolve à sociedade, em termos de impostos, negócios e empregos, cerca de 2,64% do PIB, ou seja,  R$ 10,5 bilhões de impostos federais diretos, 1 milhão de empregos formais e 9,1% de taxa média anual de crescimento no período 2012/2016, segundo dados oficiais. Para que todos entendam mais claramente: os eventos aprovados na Lei Rouanet e patrocinados por empresas são um investimento que devolvem à sociedade recursos na ordem de 1 para 150 reais. É muita coisa!

 

Como todos sabem e imaginam, um dia os recursos naturais vão se esgotar. É hora de parar de destruir a natureza e utilizá-la a favor da Economia. A favor do turismo, da ecologia, motores de geração de renda em muitos países do mundo.

 

Este é o segredo: juntar as quatro áreas, em ações coordenadas e fazer, com a força da Economia da Cultura –  a mais criativa de todas – um novo País, gerando mais empregos, negócios e impostos. Sim, através da Cultura – o setor mais mal tratado, mais enxovalhado entre todas as áreas de Governo. E a que mais cresceu nos últimos 10 anos. Sim, a Cultura, esta bandida, aliada ao Turismo, Patrimônio Histórico e Meio Ambiente. Sim, é a salvação da lavoura. Façam as contas e prestem atenção.