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Leonardo Boff fala sobre “Amazônia, Salvaguarda da Terra”

27 de setembro de 2019

O Sempre Um Papo recebe o teólogo Leonardo Boff para o debate sobre o tema “Amazônia, Salvaguarda da Terra”, no dia 1 de outubro, próxima terça-feira, às 19h30, no auditório da Faculdade de Direito da UFMG – Av. João Pinheiro, 100, 2o. andar Centro.

“A partir do dia 6 de outubro vai se realizar em Roma o Sínodo do Pan Amazônico, que significa tratar da Amazônia que cobre nove países da América Latina, como salvaguarda da casa comum que é a Terra. Sobre este tema, o meu livro “Grito da Terra, Grito dos Pobres” dedica mais de 40 páginas e o “Espiritualidade e Ética, Como Cuidar da Casa Comum” também aprofunda o assunto e é que vamos tratar no encontro”, adianta Leonardo Boff. Sínodo vem do grego e significa caminhar juntos.

Leonardo Boff (1938) foi por mais de 20 anos professor de Teologia Sistemática no Instituto Franciscano de Petrópolis e posteriormente professor de Ética, Filosofia da Religião e de Ecologia Filosófica na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Foi também professor visitante em várias universidades estrangeiras. Por muitos anos , coordenou as publicações da Editora Vozes, especialmente a obra completa de C.G. Jung. É membro da Iniciativa Internacional da Carta da Terra, da qual é um dos co-redatores. Em 2002, foi galardoado pelo Parlamento sueco com o Prêmio Nobel Alternativo da Paz por associar ecologia com justiça social e espiritualidade. É autor de quase 100 livros, na sua maioria publicados pela Editora Vozes. Para ele, os momentos de crise político-social que estamos vivendo nos oferecem a ocasião de repensarmos o país. Primeiramente, ver os fundamentos históricos que o sustentaram até o presente (a colonização e a escravidão) cujas consequências se fazem sentir até aos tempos atuais. A colonização e a escravidão criaram estruturas mentais que estão submersas em nossas instituições e no imaginário, especialmente das classes dominantes, herdeiras da Casa Grande. O que triunfou sempre, mesmo na República e na democracia posterior, foi a conciliação entre as classe opulentas, de costas para o povo, para o qual não havia nenhum projeto de humanização e integração. Nossa democracia sempre foi de baixa intensidade e controlada pelas classes financeiramente detentoras do poder. Historiadores mostraram que sempre que as classes populares erguiam a cabeça e conseguiam algum avanço, ocorria um golpe, com medo de que os direitos chegassem a prevalecer sobre os privilégios históricos. A deposição da Presidenta Dilma Rousseff em 2016 deve ser lida dentro desta ótica. As classes dominantes voltaram com todo o vigor, desmantelando políticas sociais, duramente conquistadas e impondo medidas de austeridade que implicaram a perda de direitos e o aumento da desigualdade e da pobreza. Seguramente o resultado final da crise atual é um novo pensamento sobre o Brasil e a definição de um projeto nacional, soberano, autônomo e aberto à nova fase planetária da Humanidade.

Serviço:
Sempre Um Papo com Leonardo Boff
Dia 01 de outubro, terça-feira, às 19h30
Local: auditório da Faculdade de Direito da UFMG – Av. João Pinheiro, 100, 2o. andar Centro/BH
Entrada Gratuita
Informações: 31 32611501/ www.sempreumpapo.com.br

Informações para a imprensa:
Jozane Faleiro – jozane@sempreumpapo.com.br – 31 35676714/ 992046367