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No Dia do Jornalista, a homenagem a um verdadeiro Guru: Nirlando Beirão

7 de abril de 2019

 

 

Um tal Nirlando Beirão é meu guru. Repito: GURU. Isso porque é necessário, urgentemente, resgatar a palavra Guru depois da ressurreição deste outro, aí, conhecido por Olavo de Carvalho. Guru é um mestre, um guia, um cara admirável, que deve ser copiado. Guru é associado à ética, a construção de elos amigáveis e de acolhimento. Guru é Sidnei Basile, Zuenir Ventura, Dídimo de Paiva, Lélio Fabiano dos Santos. Guru foi Rubem Braga, Fernando Sabino, Alceu de Amoroso Lima. Guru é Paulo Freire, Anísio Teixeira. Guru é que nos ensina valores pétreos na nossa personalidade: afeto, ética e acolhimento, aplicados à vida profissional.

 

Um tal Nirlando Beirão, filho do seu Beirão, casado com Marta, irmão da Nereide, amigo-irmão do Humberto escreveu, finalmente, um livro daqueles que param em pé. Chama-se “Meus começos e meu fim” e conta a história do amor dos seus avós, guardada em cofres: o padre português que largou a batina pelo amor a moça que vem a ser sua avó. Entremeios, e sem frescura, bem ao seu estilo,  fala da doença que o acometeu, em 2016 – a esclerose lateral amiotrófica, a fatal ELA.

 

E neste Dia do Jornalista, minha homenagem ao bom e querido irmão belorizontino Nirlando Beirão, o meu verdadeiro, honesto e digno GURU.

 

Em paralelo, fiz a alguns jornalistas a seguinte pergunta: qual livro de um jornalista que mais te influenciou na vida. Abaixo, as respostas.

 

Miriam Leitão (aniversariante de hoje): Eu sei. Mas nao lembro. A vida é longa. Mais importante da vida é demais

 

Zuenir Ventura e Ascânio Seleme: Élio Gaspari – Coleção Ditadura – 5 volumes (Ed. Intrínseca)

 

Carlos Andreazza:  “Tudo ou Nada”, de Malu Gaspar” e “Sociedade da Neve”, de Pablo Vierci. Uma brasileira é um estrangeiro. Dois monumentais livros-reportagens.

 

Luis Fernando Verissimo: John Reed, “Dez Dias que Abalaram o Mundo”.

 

Juca Kfouri: Antonio Callado, “Quarup”

 

Benny Cohen: “A Guerra do Fim do Mundo, de Mário Vargas Llosa e “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Marquez

 

Fernando Morais: “Um Diário do Ano da Peste”, de Daniel Defoe – uma aula de jornalismo.