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Nos aparelhos culturais e eventos, ouvir é o verbo da hora

21 de fevereiro de 2019

Vivemos o tempo do ruído, do barulho, onde a intensidade é a frequência da hora. Vivemos o tempo venal dos ataques verbais, da dissonância no diálogo, da impertinência. Vivemos um tempo onde os decibéis estão alto demais para serem compreendidos. As redes sociais só espelham esta tendência. Elas não criam nada, não inventam nada, Só funcionam como motor de explosão desta imensa Babel.

 

Por isso, ouvir é a palavra do momento. Por isso realizamos, no dia 18/02, em Araxá, o evento público “Hora de Ouvir a Comunidade”. E não foi por acaso a escolhas de cadeiras escolares nas quais me sentei, ao lado dos curadores locais, Luiz Humberto França, Rodrigo Feres e Rafael Nolli. Para ouvir, de lápis e caneta na mão, anotando tudo.

 

E críticas, sugestões, elogios, pontos negativos e positivos, dúvidas e questionamentos foram feitos por quase duas horas de duração. De reclamações simples, como filas na entrada a questões de conteúdo. Todos as colocações foram ouvidas, anotadas e discutidas.

 

A experiência foi tão positiva que, em breve, o Fliaraxá vai realizar outra atividade idêntica. A ideia é ouvir mais. E o melhor seria conseguir disseminar a importância de eventos como este, que coloquem na pauta, em viva voz, a opinião da comunidade onde o evento acontece. É sempre um olhar apaixonada, contaminado, mas precioso para o planejamento dos programas. Saímos do Teatro Municipal abastecidos de informações importantes. Saímos do Teatro já colocando em prática algumas sugestões. Esta forma de ouvidoria ao vivo deveria ser obrigatória em eventos e aparelhos culturais permanentes. como Museus, centros culturais, teatros e fundações.

 

Faz um bem danado dividir. Desde que haja escutar.

 

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Este foi o assunto do Mondolivro na Rádio Band News Belo Horizonte. E a dica de livro fo para o “Serão Japão “, de Xico Sá. Para ouvir, só teclar AQUI.