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Pare o que está fazendo, agora, por favor.

6 de dezembro de 2018

 

Pare tudo, agora. Pare o que você está fazendo, por favor. Senta, relaxa, leia este texto depois assista o vídeo. É uma homenagem ao Raul Seixas, sim, com a sua filha, Vivi Seixas. Mas é uma espetada sensível e comovente na caretice, na baixaria das redes, nos conservadores de quartos fechados, nos agressivos que se escondem em perfis falsos, nos covardes ruins de cabeça ocultos atrás das telas de computadores. É também uma reflexão sobre o papel das empresas no País. Este vídeo, que faz propaganda de uma cerveja, tem conteúdo mais revolucionário que todos os programas contra o preconceito já feitos pelo Governo. Despenquei de chorar ao ver as pessoas pulando, cantando uma música velha, destas antigas, que a gente ama e chama de eternas. Desidratei de chorar ao lembrar do que fomos antes deste vendaval de conservadorismo, esta tralha careta e beligerante que atravessa o País de ponta a ponta. Chorei por mim mesmo, que me iludi com a política, com os falsos modernos políticos, como os mais falsos ainda velhos políticos que não largam o osso e esbravejam, no mesmo tom, contra tudo que é diferente. Os chamados de “diferentes”, “minorias”, os estranhos, os feios, os gordos, os vesgos, os barrigudos, os amarelos, baixos, carecas, negros, LGBT e tudo mais – eles e elas são a melhor parte da humanidade. São eles – e elas – que se renovam todos os dias, são eles que colhem flores na intensidade da superação, todos os dias. São eles, e elas, que nos fazem melhores. São eles e elas o nosso espelho, a nossa inspiração. Por que, simplesmente, eles, os diferentes, e elas, as difrentes,  somos nós. Cantando, juntos, um Raul Seixas que não envelhece. Valeu, Skol. A.