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Precisamos conhecer melhor Sebastião Salgado – e seu próximo livro

24 de maio de 2019

 

Outro dia, Sebastião Salgado tomeu posse na prestada American Academy of Arts and Letters, de New York. Já faz parte da Academia de Belas Artes da França. Nem preciso dizer que é o único brasileiro da história nestas instituições. Tem dezenas de condecorações pelo mundo pelo seu trabalho em prol da humanidade, exibido em fotografias preto e branco.

 

Além disso, o legado ambiental deixado pelo Instituto Terra, em Aimorés, fruto do esforço dele e de Lélia Wanick, é um exemplo que se espalha pelo planeta. É chegada a hora de Minas Gerais e o Brasil conhecer, aliás, reconhecer o papel e a importância de Sebastião Salgado.

 

Em julho, ele lança pela Taschen, o livro “Gold” com fotos inéditas feitas em 1986, em Serra Pelada. Repito aqui um trecho do texto do livro: “Quando imagens do Salgado chegaram à revista “The New York Times”, algo extraordinário aconteceu: houve um silêncio completo. “Em toda a minha carreira no The New York Times,” lembrou o editor de fotografia Peter Howe, “nunca vi editores reagirem desta forma a qualquer conjunto de fotos como as que o Sebastião fez em Serra Pelada” (veja no final desa matéria algumas fotos).

 

O #MondolivroIndica o novo livro de Frei Betto, “Fé e Afeto – Espiritualidade em Tempos de Crise”, editado pela Vozes.

 

Ouçam o Mondolivro, da Rádio BandNews Belo Horizonte, clicando nas plataforma abaixo :

 

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ABAIXO, o texto que o site da Amazon exibe para apresentar o livro, ainda em pré-venda:

Aqui, o link da Amazon: https://amzn.to/2Qkhcjx

 

“O que é sobre um metal amarelo maçante que leva os homens a abandonar suas casas, vender seus pertences e atravessar um continente para arriscar a vida, os membros e sanidade para um sonho?” –

Sebastião Salgado

 

Quando Sebastião Salgado foi finalmente autorizado a visitar Serra Pelada em setembro de 1986, tendo sido bloqueado há seis anos pelas autoridades militares do Brasil, ele foi mal preparado para tomar no espectáculo extraordinário que o aguardava esta colina remota na borda da floresta amazônica. Antes ele abriu um buraco grande, uns 200 metros de largura e profundos, repleto de dezenas de milhares de homens mal vestidos. Metade deles carregava sacos com até 40 quilogramas de escadas de madeira, os outros pulando para baixo encostas enlameadas volta a vó cavernoso. Seus corpos e rostos eram da cor de ocre, manchadas pelo minério de ferro na terra eles tinham escavado.

Depois que ouro foi descoberto em um dos seus fluxos em 1979, Serra Pelada evocados Eldorado long-prometeu que mina de ouro de céu aberto maior do mundo, empregando alguns 50.000 garimpeiros em condições terríveis. Hoje, a mais louca corrida do ouro do Brasil é apenas o material da legenda, mantida viva por algumas lembranças felizes, muitos aflito arrependimentos..–e fotografias de Sebastião Salgado.

Cor dominou as páginas brilhantes de revistas quando Salgado tiro essas imagens. Preto e branco foi um caminho arriscado, mas o portfólio de Serra Pelada marcariam um retorno à graça da fotografia monocromática, seguindo uma tradição cujos mestres, de Edward Weston e Brassaï Robert Capa e Henri Cartier-Bresson, tinham definido o início e meados do século 20.

Quando imagens do Salgado chegaram à revista “The New York Times”, algo extraordinário aconteceu: houve um silêncio completo. “Em toda a minha carreira no The New York Times,” lembrou o editor de fotografia Peter Howe, “nunca vi editores reagirem desta forma a qualquer conjunto de fotos como as que o Sebastião fez em Serra Pelada”.

Hoje, com a fotografia absorvida pelo mundo da arte e manipulação digital, portfólio do Salgado detém uma qualidade bíblica e projetos um imediatismo que os torna vividamente contemporânea. A mina de Serra Pelada foi fechada há muito tempo, no entanto, o drama intenso da febre do ouro salta fora essas imagens.

Este livro reúne um completo portfólio de Serra Pelada do Salgado em reproduções de qualidade de museu, acompanhados por um prefácio assinado pelo fotógrafo e um ensaio escrito por Alan Riding. Also disponível na edição de colecionador assinado e limitado e como uma edição de arte.