Quando uma Instituição de fomento cultural troca as bolas

3 de Maio de 2018

Extremamente desconfortável, anti-ética e desleal a atitude do Sesc Palladium, de Belo Horizonte, ao contratar produções artísticas diretamente junto aos gestores de outros estados, atropelando as muitas empresas de produção cultural da cidade.

Agindo assim, o Sesc Palladium  trabalha no contrafluxo da sua atividade-fim, que é promover o fomento e difusão do setor artístico de Minas Gerais. Sendo esta Instituição subordinada à Fecomércio, que atua fortemente no campo da geração de empregos, negócios e ativação da economia do nosso Estado, é um duplo contrassenso.

Fizeram assim com espetáculos teatrais, musicais e, agora, estão fazendo com a literatura, entrando em contato direto com as Editoras e contratando palestras com escritores. Se é este o propósito do Sesc Palladium, que é subordinado ao chamado “Sistema S”,  que vivem de impostos recolhidos dos trabalhadores, não seria o caso de questionar esta forma de subvenção? A Produção Cultural de Belo Horizonte é potente, dinâmica e competente. Gera empregos diretos e indiretos e fez desta cidade, ao longo dos anos, um importante ponto de atração cultural-turística do País.

Por que uma Instituição de Cultura destinada ao fomento deve se arvorar a competir, deslealmente, claro, com a produção cultural local? Por que deve desprezar um setor fundamental na cadeia produtiva da Cultura, que são os produtores locais? E o mais curioso… o que o Sesc ganha com isso? Como podem ler acima, só problemas.

[fbcomments]