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Sempre valorizando a literatura brasileira e portuguesa, Fliaraxá deita o oito desta edição

31 de maio de 2019

 

Pense: vou realizar a oitava edição do Fliaraxá. A criança que tinha quatro anos hoje tem doze; o jovem de treze já entrou na universidade. Muitos já se formaram, outros amadureceram – alguns poucos envelheceram. O Festival Literário de Araxá esteve presente na cidade do Alto Paranaíba e deixa este legado: formação através da literatura. A experiência viva da Cultura impressa nas páginas dos livros e na presença de centenas de autores e autoras conversando com o público.

 

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Numa espiral de conhecimento, novas crianças de quatro anos e novos  jovens de treze vão participar, entre 19 e 23 de junho, da oitava edição, renovando o legado do Festival. Esta renovação faz o número oito deitar-se e trazer, de todas as culturas, a simbologia do infinito, do equilíbrio.

 

A cada nova edição do Fliaraxá, os desafios se renovam. Sou um apaixonado pela capacidade de transformação que a leitura proporciona. Tudo cabe tudo em um livro. Por isso, este ano, mais uma vez, a ideia é reiventar-se. E dar valor ao que merece valor, agregando Cultura ao Patrimônio Histórico. Neste sentido, o Festival e seu conteúdo mergulham no interior do Grande Hotel de Araxá.

 

A imensa livraria, que foi instalada na área externa no ano passado, sob a responsabilidade de Elisa Ventura, da Blooks, vai para o espaço mais nobre do Grande Hotel: o Salão Minas Gerais. Os debates, no lugar mais adequado: no Cine-Theatro. As conversas e lançamentos, transformados em edições breves do “Sempre Um Papo” para as diversas salas do Mezzanino. Ou seja, o conteúdo foi o o centro, concentrado no binômio que ensina: livros e palestras. Sem prejuízo para a parte de Gastronomia, que continua presente e com programação impagável.

 

Graças ao trabalho conjunto dos curadores, a historiadora Heloisa Starling, o sociólogo Sergio Abranches, a filósofa Marcia Tiburi e o escritor Leo Cunha, o Fliaraxá está coeso, lapidado, com  programação oficial, infanto-juvenil, as edições do “Sempre Um Papo” e a “Estação de Autógrafos” – esta, democrática, porque aceitou inscrições de qualquer autor ou autora.

 

Tem destaque importante também o Museu Itinerante, da UFMG, que traz a exposição “Conflitos: fotografia e violência política no Brasil (1889-1964)”, além de conteúdo voltado para o tema eleito: “Literatura, Leitura e Imaginação”. Com ele, e ao seu redor, Machado de Assis é celebrado aos 180 anos de nascimento com uma homenagem especial: o presidente da Academia Brasileira de Letras, Marco Lucchesi junta-se aos acadêmicos Antonio Carlos Secchin, Antonio Torres, Ignácio de Loyola Brandão e Zuenir Ventura para uma noite de leituras feita pelo ator Thiago Lacerda. O escritor português Valter Hugo Mãe será o Autor Homenageado, tendo em sua companhia, em destaque, José Eduardo Agualusa, Conceição Evaristo e Pedro Bandeira. Sem esquecer de citar, sempre, a iluminada Marina Colasanti. E mais 140 convidados.

 

O Fliaraxá é a festa da literatura brasileira e portuguesa, transformada em conteúdo, aprendizado, formação. Serão cinco dias inesquecíveis, com noite de abertura feita pelo diretor regional do Sesc em São Paulo, Danilo Miranda, seguido de palestra de Monja Coen sobre o tema “O Tempo de Cada Um e o Tempo do Mundo”.  Sem nos esquecermos de dizer, é claro:  tudo com entrada franca, graças à Lei Rouanet, patrocinado pela CBMM.

 

Mais informações: www.fliaraxa.com.br