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Sergio Abranches, depois de 30 anos, livra o “Presidencialismo de Coalizão”

28 de setembro de 2018

 

Há 30 anos, Sergio Abranches escrevia o artigo no qual inventou o termo “presidencialismo de coalizão”. Desde então, todos esperam um livro sobre o assunto. E finalmente, a Companhia das Letras publica, com o subtítulo “Raízes e Evolução do Modelo Político Brasileiro”. Mas não fica só nisso. Ele constrói um equilibrado balanço da históriarepublicana ao revisitar suas crises para entender os processos que encurtaram governos federais e abalaram a estabilidade institucional.

 

Será no dia 30 de outubro, terça-feira, às 19h30, no auditório da Cemig (Av. Barbacena, 1.200 – Santo Agostinho), em Belo Horizonte. A entrada é franca, num patrocínio da Cemig, com o apoio do Itaú, Rede Mater Dei de Saúde, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.

 

O Livro 

Em Presidencialismo de coalizão, o sociólogo Sérgio Abranches radiografa as entranhas da política na ainda frágil democracia brasileira, formulando soluções renovadoras para a correção de suas falhas estruturais. Mais de setenta anos depois do fim do Estado Novo, com outra longa ditadura de entremeio, o que deu certo e o que tem dado errado no sistema político arquitetado pelos construtores da República?

Rastreando as origens da combinação entre democracia e poder oligárquico desde a “política dos governadores” de Campos Sales, o autor revisita com lucidez penetrante os momentos críticos da história do Brasil republicano. Desde 1945, excetuado o período autoritário da ditadura militar (1964-85), os presidentes brasileiros têm dependido de coalizões para governar, tornando-se reféns dos humores das oligarquias congressuais e estaduais.

Nesse quadro volátil, a implementação de políticas públicas fica aquém das necessidades do país. Clientelismo, corrupção e judicialização da política são facetas negativas de um sistema democrático que, se permitiu avanços significativos, está à mercê dos partidários do atraso em momentos decisivos.