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Um Candidato para chamar de seu, medido a números.

22 de outubro de 2018

Quantos livros um homem precisa ter lido para se habilitar ao cargo de Presidência de República? Quantas horas de carteira escolar? Quantos artigos escritos sobre Educação, Saúde, Trabalho, Emprego, Ciência, Cultura? E Economia? Quanto será necessário entender de Economia para receber a faixa? Quanto?

 

Deve este candidato ter exercido outros cargos no Executivo? Saber diferenciar estante de empenho? Deve conhecer a fundo as leis de responsabilidade fiscal e a legislação sobre o funcionalismo público? Deve ter lido um mínimo de livros ou artigos sobre direito público? Sobre políticas públicas?

 

No campo moral, quantas alegações de assédio sexual, moral, agressão ou processos de calúnia e difamação deve ter para ser o candidato seja declarado inabilitado? Qual o cânone responsável por sua saúde mental? Deve entender a distância entre os inimputáveis e os diferentes?

 

Qual ato lhe pode ser outorgado que lhe confira o título de desumano? Bravatas, agressões verbais, frases repelentes? E quantas? Quantas frases ditas à exaustão de fundo racista ou homofóbico são necessárias serem ditas para que assim o seja, e a Justiça assim o considere?

 

E se o candidato disser, para todos ouvirem, máximas encadeadas ao Fascismo ou ideologias discriminatórias a todos e todas, quantas serão necessárias para que seja tomado a termo como tal? Quanto, afinal, ele deve dizer para afirmar-se como um ser segregacionista e anti-semita para que se torne, de verdade, um?

 

Quanto, e a que custo, milhões de pessoas devem votar em um candidato com esta matemática para tornar-se quem ele é, ao fim do sufrágio? Quanto, e como?