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Imaginem, por apenas 30 segundos, um mundo sem arte.

15 de abril de 2020

 

Só imaginem, por 30 segundos, um mundo sem arte ? É a proposta que Afonso Borges faz, em seu Mondolivro, podcast da Rádio BandNews BHZ, que pode ser ouvido nas plataformas abaixo. E com o texto, logo a seguir.

 

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Amigos e amigas, é urgente cuidar dos trabalhadores da cultura de Minas Gerais, do Brasil e até do mundo. Hoje a UNESCO convocou todos os Ministros da Cultura de todo o mundo para criar uma espécie de colchão de subsistência para uma classe que está cada vez mais abandonada nessa pandemia: os trabalhadores da cultura.

 

Já não se trata mais apenas de remunerar, conseguir trabalho ou entrar em um Edital. É uma questão da ajuda humanitária.

 

E para ilustrar um pouquinho a importância do que eu chamo de trabalhadores da cultura, eu não os classifiquei como “artistas”, para não evitar críticas ou comparações. Eles são trabalhadores, como outros quaisquer.

 

Neste sentido queria propor uma ilustração: que durante os próximos 30 segundos, todas as plataformas de cinema, música e literatura se apagassem, no mundo inteiro.

 

Durante 30 segundos só, o que que ficaria , o que restaria se ninguém pudesse ouvir música, se os canais de televisão apagassem os cinemas, os teatros e os atores? E todos os livros fossem extintos? O que seria da humanidade nesses 30 segundos sem absolutamente nada relacionado a cultura?

 

É com esses 30 segundos apenas , que eu gostaria que vocês refletissem sobre a importância dessa gente que está sendo deixada à margem. A Secretaria Especial de Cutlura prometeu fazer diversas reformulações na Lei Rouanet para que acontecesse uma maior dinâmica e não aconteceu. Em Minas Gerais, nenhuma ação até o momento, foi feita para os trabalhadores da cultura. O governo tem feito diversos movimentos internos para tentar resolver isso, mas de verdade, nada. Apenas, em âmbito nacional o Itaú Cultural lançou o edital para alguns segmentos, mas não para todos.

 

O fato é o seguinte, falta pouco tempo para terminar essa coluna. E eu peço que, apenas até o seu final, que vai durar mais alguns segundos, vocês imaginem um mundo sem cinema, livros e música.

 

Ok? Um abraço.

 

Afonso Borges