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Mondolivro Podcast entrevista o escritor e politólogo Sérgio Abranches

27 de março de 2024

O Mondolivro Podcast desta quarta-feira, 27/3, é uma entrevista inédita com o escritor e politólogo Sérgio Abranches sobre a ficção brasileira contemporânea. Ele conversou com o jornalista Afonso Borges a respeito da diversidade de escritores brasileiros atualmente; discutiu a literatura como meio para se conhecer a realidade; e ainda revelou que tem um novo romance esperando para ser publicado. A entrevista completa vai ao ar às 18h, no site da

Menos de dois anos após lançar o romance “O intérprete de borboletas” (Editora Record, 2022), Sérgio revelou que ele terminou de escrever outro, já há alguns meses. “Estou deixando ele dormitar na gaveta – na gaveta simbólica que, na verdade, é o arquivo do computador – para eu poder rever e reescrever com um certo distanciamento crítico. Eu sempre faço isso com os meus escritos”, conta o autor.

Além desses, Sérgio é autor dos romances “Que mistério tem Clarice?” (Biblioteca Azul, 2014) e “O pelo negro do medo” (Editora Record, 2020). Ele contou durante a entrevista que acredita que a ficção pode nascer a partir de qualquer assunto. “Realmente, eu acredito que o romance é o terreno da liberdade absoluta. Você pode (…) contar uma história completamente desprovida de raízes com o real”. Apesar disso, o autor afirma que sua escrita ficcional é muito pautada nos problemas presentes na realidade do Brasil, como a violência contra a mulher.

Sérgio acredita que a literatura contemporânea brasileira pode ajudar, de várias formas, na compreensão do próprio país. Uma delas é a notável diversidade de escritores atualmente. “Houve um aumento expressivo de escritores negros, indígenas, e há também mais mulheres escrevendo. Isso está dando uma diversidade à literatura brasileira que permite que ela expresse o mosaico que é a nossa sociedade”, afirmou o escritor.

Outro assunto que veio à tona ao longo do podcast foi a leitura. Abranches comentou, por exemplo, como ele adquire novas percepções sobre seus próprios livros de ficção ao ver como eles são recebidos pelo público. “Cada leitor tem a sua leitura pessoal e singular de um livro. Muitas vezes eu me surpreendo com a maneira pela qual alguém lê um romance meu e dá uma perspectiva para ele que eu não tinha, de fato, pensado. Não foi o que eu imaginei que estava escrevendo, mas o leitor tem toda a razão”, disse.

Estes foram apenas alguns dos temas abordados ao longo da entrevista, que ficará também disponível para download no site da Não perca!