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Quem foi Calmon Barreto?

15 de outubro de 2020

Figura consagrada em Araxá, Calmon Barreto foi um artista múltiplo: desenhista, ilustrador e caricaturista, entalhador, gravador, fundidor, escultor, pintor, poeta e literato. Nasceu em 1909, na cidade do Triângulo Mineiro e morreu em 1994, aos 85 anos.

O artista é patrono local do IX Fliaraxá. Sendo assim, será tema da mesa “O Multimídia Calmon Barreto”, no dia 29 de outubro, às 12h30. O encontro contará com José Otávio Lemos, Glaura Teixeira Nogueira Lima e Luiz Humberto França.

Calmon mostrou seu talento cedo. Aos 12 anos, em 1922, começou como aprendiz de gravador na Casa da Moeda, no Rio. Dois anos depois, entrou na Escola Nacional de Belas Artes. Saiu de lá como mestre-gravador. Em 1930, foi para a Europa e ficou por dois anos percorrendo museus, galerias e ateliês da Itália e da França.

Logo em seguida, de volta ao Brasil, retornou para Casa da Moeda e, em 1942, fez magistério na Escola Nacional de Belas Artes. Aposentou-se como diretor da Escola, já com o título de doutor. Além de ter trabalhado em diversas áreas das artes.

Artista multifacetado

Dentre as características marcantes do trabalho do artista estão: o domínio de cores e luzes, a harmonia e o equilíbrio espaciais e o traço marcante. Retratou em seus trabalhos as lutas e os tipos humanos da ocupação primitiva do Triângulo, o Sertão da Farinha Podre, o início do São Domingos do Araxá, do Desemboque, do Quilombo do Ambrósio. Além de fazer muitas pinturas de animais, por exemplo, cavalos. 

É autor de moedas que circularam por todo o Brasil. Foi, ainda, um precursor da história em quadrinhos. Na escultura, deixou obras em várias instituições. Por exemplo, bustos, túmulos, portadas, monumentos urbanos.

Dez anos antes de morrer, Calmon ganhou uma Fundação Cultural que leva o nome dele. Uma instituição fundada para preservar a memória e a cultura do povo de Araxá. No espaço, em resumo, há 180 obras. Lá o público pode conferir as facetas do trabalho do artista. 

O post Quem foi Calmon Barreto? apareceu primeiro em IX Festival Literário de Araxá.